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Tempo Pascal: A Esperança na Travessia do Vale da Morte

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  “Mesmo se eu tiver de andar por um vale de sombra mortal, não temerei os males, porque estás comigo (Sl 23)” O ano litúrgico da Igreja nos coloca agora no tempo pascal, mas nos parece que estamos em uma interminável quaresma, ou melhor, numa perene sexta-feira da Paixão. Nos últimos dias assistimos perplexos a quase quatro mil pessoas morrendo diariamente no Brasil somente de Covid-19. Estamos há pouco mais de um ano em um vale tenebroso que nos envolve de tal maneira a parecer não haver motivo algum para acreditar em dias melhores. Diante do drama de tantas pessoas, precisamos visitar o drama da cruz. Fazer uma analogia entre Jesus crucificado e os milhares que morrem de Sars-Cov-2 (ou Covid-19) não é nenhum exagero. Vamos fazer uma viagem à realidade da agonia de Jesus na cruz: os romanos crucificavam um homem com a intenção de expô-lo à mais humilhante e dolorosa morte da época. Não era uma simples execução, era uma tortura descomunal até que aquele pobre infeliz não suportass...

O povo que andava nas trevas viu uma grande luz (Isaías 9,1)

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Paz e Bem! Recebam, sob a intercessão de São Francisco e Santa Clara, as bênçãos do Altíssimo! Anualmente celebramos esse fato narrado na Bíblia. É o Natal! É a luz que brilhou sobre as trevas. Mas sabemos que ainda existem trevas em nosso interior, motivo pelo qual, nas Súplicas a Deus, São Francisco de Assis, nosso pai seráfico, roga aos céus: “Iluminai as trevas do meu coração” .  Jesus, a luz do mundo, encarnou e viveu no meio de nós; porém, de grande, fez-se pequeno; mesmo com tamanha riqueza em seu ser, fez-se pobre. E nós, o que podemos pedir, então? A resposta é “desafeiçoai-me das coisas que debaixo do céu existem” . Natal é época de paz, uma vez que Cristo é a nossa paz. Ele vem ao encontro de nós, a fim de nos conceder a paz. E, mesmo que as adversidades da vida nos alcancem, Cristo estará conosco, com seu abraço generoso, dizendo-nos baixinho: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt. 28,20). Que, neste Natal, possamos dar Graças a Deus pela vida ...

É a voz do meu Amado! (Ct 2,8)

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O Amado ainda vem pelos montes, saltando, ansioso pelo encontro com a Amada. E ela, ardendo de amor, já ouve de longe a voz do Amado. Assim esperamos nosso Amado, já ouvindo sua voz, mas ainda ansiosos por sua chegada. A quem amamos? Quem é Aquele que nos inebria com o som da sua voz? Acaso nós esperamos um rei que esteja acima de todos? Porventura desejamos um vingador que elimine todos os inimigos da justiça? Assim já aconteceu e ainda acontece.